Terça-feira Jul 29, 2008

MySQL vence no LinkedIn!

Semana passada estive com um cliente que é o responsável pelos serviços de tecnologia e operações de uma das maiores empresas do mundo. Estávamos discutindo suas prioridades para o próximo ano e, numa pauta com diversas prioridades tradicionais (consolidação, gestão de energia, recuperação de desastres, conformidade normativa), havia duas palavras interessantes:

"Fonte aberta".

Perguntei o que significava, por que estava ali. Ele disse que haviam realizado uma auditoria nas atividades de desenvolvimento da empresa e que foi descoberta uma quantidade surpreendente ("centenas") de projetos de fonte aberta que haviam sido concluídos nos bastidores, sem a supervisão dos gerentes. Os projetos tinham como objetivo solucionar problemas considerados muito onerosos ou difíceis de resolver usando tecnologia proprietária - desde atender a um orçamento apertado até automatizar um novo processo. E, em vez de rejeitar a tendência, eles perceberam que havia um real benefício ali, algo que deveria ser investigado mais a fundo. E por isso vieram pedir ajuda à Sun.

Estou vendo a mesma tendência em quase todos os clientes que encontro, a mão invisível da fonte aberta - comunidades de indivíduos com o mesmo grau de devoção a seus empregadores, assim como à produtividade pessoal e coletiva. Essas comunidades, dentro de empresas ou em todos os setores, estão solucionando problemas sem a necessidade de envolver os departamentos de compras (enquanto observam religiosamente as diretivas de privacidade, proteção de propriedade intelectual e licenciamento de software). E, com isso, estão proporcionando uma economia inegável.

Mas será que o uso de tecnologia sem prescrição é realmente raro no ambiente de trabalho? Eu acredito que não - é como escolher sua ferramenta de busca ou rede social favorita, escolhas que fazemos todos os dias (até mesmo CIOs) sem ordens de compra e que têm um peso na produtividade do local de trabalho. Os CIOs mais progressistas estão tentando adotar essa tendência, em vez de lutar contra ela, a fim de encontrar um modo de impor o mínimo possível, e não o máximo possível - selecionando somente as diretivas e padrões cruciais no intuito de gerar eficiência e conformidade.

A mão invisível da adoção de fonte aberta está definitivamente mudando a TI, e está mudando a oportunidade de mercado da Sun - em software, servidores e sistemas de armazenamento. Antes de ser adquirida pela Sun, a MySQL já era um nome sólido nas comunidades de fonte aberta do mundo e já havia penetrado de modo quase invisível nas maiores empresas de todo o mundo. Do meu ponto de vista, a aquisição não mudou muito a posição da MySQL entre os desenvolvedores, mas sim entre os responsáveis pelas decisões de tecnologia tradicional - preenchendo a lacuna que os separava. Um produto de grande adoção tornou-se uma escolha segura para a implantação empresarial. A aquisição abriu novas portas e diálogos comerciais - observamos um aumento significativo nas vendas e atividade de download desde seu anúncio. Também observamos um bom número de CIOs, como mencionado acima, perguntando a suas equipes: "Onde estamos usando o MySQL?" As respostas eram sempre interessantes.

Conforme essas conversas evoluíram para os ciclos de vendas de assinaturas do MySQL Enterprise (para aqueles que querem suporte de alta prioridade, por exemplo), a principal pergunta feita pelos clientes tradicionais tornou-se: "...mas o MySQL é escalável?"

E não há modo melhor de responder a essa pergunta do que citando as empresas mundiais que utilizam a tecnologia MySQL - ao menos uma das quais é usada pela mesma pessoa que fez a pergunta: LinkedIn. Clique aqui para ler um artigo sobre como a Sun e o LinkedIn estão trabalhando juntos para servir uma das maiores e mais valiosas redes sociais, que mais cresce no mundo - em escala realmente mundial.

No ritmo que o LinkedIn vem crescendo, eles estarão gerenciando serviços para mais contas do que a maioria dos bancos no mundo... e com uma incrível economia. (E se você ainda não se inscreveu, você realmente deveria...)

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